Opiniões e Idéias

27 de junho de 2012

Roteiro Executado – NYC 8 dias

Filed under: New York, Viagem — Tags:, , , , , , , , , — bru_bravo @ 11:19 am

Férias marcadas, passagens compradas, hotel reservado e…. Nada feito. Por um motivo nobre e devo admitir que muito bom! Uma nova e bela oportunidade de trabalho fez com que os planos fossem alterados de última hora e adiados para um” futuro” que finalmente chegou!

Mais de um ano de espera, finalmente chegaram as férias novamente e lá vamos nós! Quase que a viagem teve que ser adiada de novo… Parece que programar NYC chama oportunidade de trabalho nova… rs

Passamos 8 dias por lá, em abril, e  como o clima estaria mais ameno, prevemos que poderíamos ficar muito mais tempo na rua batendo perna. Diferente da viagem anterior que iríamos no inverno! Segue, o que fizemos nesses maravilhosos 8 dias:

1º dia – Chegada em NYC

No 1º dia chegamos pelo JFK e pegamos uma van (SuperShuttle) para Manhattan.  Ela pode ser agendada antes pela internet ou pedida lá na hora no aeroporto mesmo. É só perguntar no terminal pela Supershuttle que todo mundo conhece o serviço. Pagamos algo em torno de 19 dólares por pessoa.

Deixamos as malas no hotel e fomos dar uma caminhada ali por perto até a hora do check in (15:00h).  O hotel que ficamos é bem perto da 34th, uma rua movimentadíssima, com muitas lojas e onde fica o Empire State Building. Tinhas bastante coisa pra ver neste tempo.

Após o check in, subimos andando até a Times Square e conhecemos o Rockfeller Plaza, tudo muito próximo e de fácil acesso.

2º dia – Compras (Jersey Gardens Outlet)

Pra matar logo essa sede de compras que toda ida aos EUA dá na pessoa, aproveitamos logo o início da viagem e o fato de ser uma segunda-feira para ir ao Outlet fazer compras.   O dia inteiro foi tomado por isso, voltamos pro hotel só para dormir.

As duas opções de Outlets de NYC são o Jersey Gardens em New Jersey e o Woodburry Outlet. Pela proximidade e pela opção de lojas que não eram muito diferentes do Woodburry, nós optamos pelo Jersey Gardens, mas achei que não valeu muito a pena. As lojas eram fracas, pequenas e com poucas promoções. Cheguei a conclusão, sem ir ao Woo

3º dia – Turistão (Ground Zero / Estátua da Liberdade / Century 21 / Brooklin Bridge)

Começamos a viagem pela parte sul de Manhattan (downtown), conhecendo a região do World Trade Center que hj abriga o Ground Zero (Um tributo às vítimas do acidente de 11/09), logo após fomos a Century 21, o paraíso dos brasileiros e será comentada no post sobre compras, a região financeira com Wall Street, Federal Reserve, o Touro na Bownling Green. Um pouco abaixo, pegamos o ferryboat para State Island e aproveitamos a forma mais barata e simples de ver a Estátua da Liberdade.

Caminhada na South Street, com uma ótima vista do Brooklyn e da Booklyn Bridge.

Ali na região do South Street Seaport existe uma loja de TKTS que fica vazia e é uma ótima opção para comprar o seu ingresso das peças da Broadway com ótimos descontos.

4º dia – High Line Park / Meatpacking / SoHo / Little Italy / ChinaTown

Logo de manhã fomos conhecer o High Line Park no Chelsea e caminhamos por toda sua extensão da 29th até a 14th. Um lindo park que vale muito a pena ser visitado, principalmente pela transformação que foi feita ali, de um lugar abandonado e mal frequentado para um parque agradável e confortável que revitalizou a região.

Na saída do High Line Park, descemos na região do Meatpacking District, onde os estilistas montam suas lojas e existem ótimos restaurantes. Um região relativamente “nova” e que vem chamando muita atenção nos roteiros mais alternativos… Passamos rápido, pois era cedo e ainda não tinham muitos restaurantes abertos.

De metrô fomos até a região do SoHo e conhecemos a área com muitas lojas e bem próxima de Little Italy, que convida a um bom almoço e principalmente com ótimos preços.

A área de chinatown não me interessou muito, não gostei do que vi quando cheguei lá, portanto não ficamos muito tempo perambulando por ali. O assédio dos vendedores de produtos falsificados chega a ser desagradável.

Na volta para o hotel, no fim da tarde, saltamos na Union Square e compramos os tickets para a peça Fuerza Bruta. Uma indicação de amigos, que valeu muito!! A peça é surpreendentemente boa!

5º dia – Museus

Pela manhã, visitamos o Metropolitam Museum, aproveitando a visita guiada em português que acontece as terças e quintas de 11:15 a 12:15.

É uma visita rápida, mas que vale a pena por dar profundidade em algumas obras mais conhecidas do museu. Na minha opinião é o melhor museu de NY, com muita coisa pra ser vista e que merece ser visitado inúmeras vezes.

A tarde, atravessamos o Central Park e fomos no AMNH, o museu de História Natural Americano, que é bem interessante pra quem gosta de animais e principalmente dinossauros.  Infelizmente não é o meu caso, mas valeu a visita de qualquer forma.

No fim da tarde, fomos dar um passeio na 5th Ave. Conhecer as lojas e também a St. Patricks Cathedral.

6º dia – MoMA / Top of the Rock / Brooklyn

Pela manhã fomos ao top of the Rock, indicado por muitos como o melhor lugar para ver a cidade do alto, e realmente uma das melhores coisas que fiz na cidade. A vista lá de cima é impressionante e apesar de não ser o prédio mais alto da cidade, vc pode ver o Empire State e o Central Park do mesmo terraço.

Compramos um bilhete que dava direito ao MoMA e ao Top of the Rock, que sai mais em conta do que comprar separado, e logo que descemos fomos até o MoMA para o conhecer. É uma ótima dica de passeio também, com obras muito conhecidas e sempre com exposições interessantes, o museu de arte moderna é capaz de agradar a todos os tipos de visitantes. É indispensável também a visita em sua loja no piso térreo. Uma ótima opção de presentes criativos e artigos para casa.

A noite saímos para jantar no Brooklyn com meu primo que mora por lá e conhecemos um pouco do bairro, que se mostrou muito interessante, mas que ficará para uma próxima viagem. Tem muita coisa boa pra conhecer no Brooklyn, mas requer tempo.

7º dia – Central Park

Tiramos o sábado para ficar no Central Park, com direito a pic nic e muitas fotos… Acordamos um pouco mais tarde e fomos ao parque para comer por lá e passar o dia inteiro… Valeu a pena. Repõe as energias e é um ótimo lugar para descansar e passear.

Na saída do central park fizemos a volta pela 5th Ave.  descendo até a 35th. Últimas compras antes de voltar para o Brasil.

8º dia – Volta pra casa

Check out no hotel e como o voo era só 21h, deixamos as malas por lá e fomos na Century 21 comprar umas últimas lembrancinhas para quem estava faltando ainda.  A van (SuperShuttle) já estava agendada para o aeroporto. Valeu a pena voltar de van também, principalmente depois do trânsito que vimos no caminho até o aeroporto.

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3 de setembro de 2010

Visconde de Mauá… Uma prévia do que veremos por lá!

Neste post vou colocar uma prévia do que escontraremos por lá, com base no e-mail/guia do Adriano, indicando lugares e o que fazer em sua “terra Natal”, que ele não nasceu mas viveu por lá durante alguns anos. Se tornando bem conhecido naquela pacata cidade serrana.

Aos leitores antecipo os meus pedidos de desculpa pois em alguns momentos a linguagem utilizada para descrever certos assuntos talvez não seja tão indicada para um blog aberto, mas seria um crime editar este tão sincero relato, que rolou num e-mail interno e particular. Omiti-la seria ferir a forma criteriosa e detalhada com que Adriano (quem o conhece sabe) descreve qualquer coisa…

“Queridões,

Segue um guia do que fazer de legal em Mauá. São apenas sugestões, mas lá vcs podem ver algo que curtem mais.
Hospedagem: lembrei qual é a pousada que vcs vão. não é bem no centro de maringá, mas é a uns 300 m depois. Depois daquela retona do centro de maringá, a estrada faz uma curvinha pra esquerda, depois uma curvona pra direita, e logo após nova curvinha pra esquerda (depois que passar a entrada da pousada colher de chá) e vocês vão dar de cara com uma rampona na estrada. A pousada é no final dessa rampa, à direita. É atras daquela padaria onde nós tomamos café daquela outra vez, lembram Victruno?
Mas comentei com a minha mãe, e ela disse que essa pousada nem é manerona não. Ainda mais Victruno que disseram que iam ficar na pousada em frente, que é a antiga pousada casarão, que é um casarão antigo, e é menos manerão ainda. Não vão esperando putas instalações que nem é. Mas como a boa é só dormir e tomar café mesmo, não vai ter problema.
Comidas: O restaurante do mala ainda está aberto. No centro de maringá mesmo, naquela rua perpendicular à principal, vcs atravessam a ponte para minas e virem a direita. O restaurante é logo depois, também à direita. Falem em meu nome (não esqueçam de citar a alcunha Goiaba, que me pertencia quando morava lá) que serão bem tratadissimos.
Durante o dia, se estiverem na pilha de ficar biritando ao voltarem, de passeios, recomendo ficar na praça da maromba, no bar do Seu Tatão. A praça é redonda. A igreja fica à direita, e esse bar fica no centro, bem de frente de onde vcs estiverem vindo (se vierem de maringá. Se vierem do escorrega é o contrário). Tem uma varanda e a boa é ficar nessa varanda, tomando cerveja e comendo o pastel de lá que é (ou era até bem pouco tempo) bastante bom. Na maromba ainda, se estiverem na pilha de bater um pf responsa, tem o Moisés (que tem esse nome pois foi arrastado por um enxurrada quando era bebê e sobreviveu. Pra abrir um restaurante inclusive), que é exatamente em frente ao Seu Tatão, do outro lado da praça. É tipo prato executivo, mas vem comida a vera e é bem barato.
De noite as melhores opções são em Maringá mesmo. O bar do chiquinho, que é uma varanda ali no centrão, em frente a essa rua perpendicular, é bem legal. Rolam uns pastéis bons a vera e umas panquecas porradonas. A cerveja é gelada e de noite vira o “point” do local. Também convém citar meu nome, ou da minha mãe, pois o Chiquinho é meu camarada, e foi aluno e correligionário da minha mãe. Lá convém citar mesmo, pois fica cheio e ele arrumará mesa. Mas o lugar é legal e vale a pena ficar por ali.
Tem tambem aquele que a gente foi, o Paladar da montanha, que tem uma pizza legal, bons vinhos e bons preços.
E se vcs estiverem na pilha e com bala pra gastar um pouquinho mais (uns 30% a mais), tem o restaurante da pousada olho d’agua, que a comida é talvez a melhor de toda a região, e a carta de vinhos é extensa. Fora que o dono, o Luiz, é como se fosse da nossa familia. Ele e a ex-esposa, que trabalham juntos lá, são amicíssimos da minha mãe e os filhos dela meus amicissimos. Fomos criados quase juntos. Se falar em nosso nome de repente rola até um desconto, mas não é garantido. Pra vcs terem noção, eles me ligaram ontem, pois minha mãe comentou que talvez eu fosse, me oferecendo pra ficar na casa deles. Bom, se quiserem dar uma passada lá, a entrada é em frente a esse Paladar da montanha que citei antes. Vale a pena o que gastarem.
Ainda em Maringá, tem o Casebre, que é na rua da ponte que atravessa o rio, no centro de maringá. É um bom lugar, com decoração rústica, iluminação com velas, e musica ao vivo (aquela tais “musicas de bom gosto”, tipo mpb, mas que pra mim são uma merda). O clima e as comidas são bem legais. Mas lá é meio caro tambem, fica cheio, e é a boa reservar antes. Se forem reservar, falem em nosso nome (meu e da minha mãe) com o dono, o Jô, um baixinho de barba. O filho dele tambem é um grande amigo meu, de infancia, mas está morando na Italia. Seria mais facil com ele.
Se ficarem na pilha de comer uma pizza diferente, num lugar diferente, lá tem o local certo. Zorba, o Budda. Uma pizzaria que fica a poucos metros da pousada de vocês, indo em direção à maromba, do lado direito. Tambem tem decoração rústica, meio hippie, meio indiana, mas a pizza talvez tenha sido a melhor que já comi na vida. massa fininha, corcante, com sabores não ortodoxos. Esse eu não sei se ainda está aberto, mas da ultima vez que fomos estava.
Fora isso tem várias opções lá que também não estou lembrando, mas que se der uma catada acha.
As furadas são aquelas paradas clássicas. Se verem um lugar muito vazio, ou muito feio, não entrem pois é furada. Fujam de truta, pois é caro e não tem gosto de porra nenhuma (a não ser que vcs pesquem no pesque e pague de truta que tem lá e façam um churrasco na pousada. Aí vale a pena. Se ficarem na pilha disso, me liguem que explico onde é o pesque e pague).
Eu fugiria de fondue tambem, por não saber onde tem um fondue legal, e fondue é uma parada chata de comer. Uma coisa que tem que ficar lutando espada com outros pra comer um pedaço de pão ou de carne, definitivamente não é legal.
Alias, se a pousada-que-ficarão-que-é-em-frente-da-que-vocês-trataram for o casarão mesmo, vocês podiam meter um churrasquinho, pois a parada era camping tambem e tem um puta área livre. É só comrpar as paradas no mercado, do falecido recentemente Ronaldo (o coitado morreu semana passada de infarto fulminante) no centro de Maringá, e fazer a festa.
Cachoeiras: recomendo muito a toca da raposa. Ed e o Daniel provavelmente vão querer dar um pulo em uma cachoeira, e lá é perfeito pra isso. Como chegar: eu curtiria ir andando, por conta da paisagem e pela estrada ser estreita, mas indo a pé ou de carro o caminho é o mesmo. Subam a estrada principal em direção à maromba. Exatamente no meio do caminho, tem uma entrada à direita que é para o Vale da Santa Clara. Logo que vira, atravessa-se uma ponte. Depois de um tempo seguindo reto, vai ter uma bifurcação. Siga pela direita. Tem várias placas indicando. chegando lá ainda tem um trilhazinha, mas que é bem aberta. Essa cachoeira é sensacional. Vocês podem entrar debaixo dela e ficar se massagenado com a porrada da água. E sim, é fria pra caralho. Papo de choque térmico, mamilos muito entumescidos e penis virando grelos. Mas depois que entra acostuma, e dá uma puta revigorada no corpo. Pras meninas (Bruno, Victoria, Aninha e Dani) que provavelmente não vão querer entrar, em cima da cachoeira tem um barzinho que eles fazem uma truta bem legal. Lá é manero comer a truta, pois é mais barata que nos restaurantes e é servida como aperitivo. A cerveja lá é geladinha tambem. Só não bate muito sol.

crédito para o site: http://www.visconde-de-maua.com

As cachoeiras da Maromba são passeio obrigatório (poção e escorrega). Mas não recomendaria ficar biritando lá no escorrega (apesar do dono do bar ser meu amigo), pois irão gastar os tubos. Essa época é boa de escorregar, pois é a época de estiagem, e o rio fica mais fraquinho, com volume dagua menor. No poção pula quem tem coragem. São 7 metros de altura. Antigamente eu tinha e pulava até de cabeça. Hoje não tenho mais. Mas não tem erro pular pois é bem fundo e não tem pedras.
Se quiserem umas mais afastadas tenho duas sugestões: cachoeiras dos macacos e alcantilado. O Alcantilado eu vou ser sincero que nunca fui. Pra não dizer que nunca fui, fui só na primeira (são 7 cachoeiras em sequencia). Mas tambem nunca ouvi ninguem falar mal. Pra ir nessa era bom se informar por lá, pois eu não lembro o caminho e me parece, que por estar em propriedade particular, paga-se uma merreca pra entrar. Mas é bem merreca mesmo, coisa de 5 reais. Fora o fato de ser um pouco mais afastado.
A dos macacos é paradisiaca e mais deserta (o que eu não sei se estará devido a grande incidência de turistas em feriados). Era tão vazia que de vez em quando rolavam uns casais indo praticar o coito lá. É uma trilha que pega depois do escorrega, que é a trilha que vai até o pico das agulhas negras indo por Mauá. No Bar do escorrega procurem pelo Leandro (vulgo cachaça) ou pelo Livio, irmão dele. Falem em meu nome que se bobear eles levarão vocês até no colo. Esses muleques tambem foram quase que criados comigo. E eles explicarão legal o caminho da cachoeira dos macacos.
Tem várias outras, mas se forem nessas acho que o passeio fica bem coberto.
Bom, então é isso. Qualquer duvida no caminho me liguem. Depois eu cobro esse homem/hora de trabalho que perdi rsrsrs

bjs, abs, boa viagem e juizo


Adriano”

No próximo post, colocarei a nossa impressão da viagem… com fotos e dicas da programação que faremos por lá!

16 de julho de 2010

Novo site de viagens no Brasil: Viajamos.com.br

Filed under: Viagem — Tags:, , , , , , — bru_bravo @ 11:55 am

Descoberto esses dias pela minha digníssima Victoria Tomaz,  o site Viajamos.com.br funciona como um site de relacionamento onde são discutidas dicas de viagens, promoções, indicações e tudo sobre roteiros e viagens pelo Brasil.

Eles estão trabalhando na divulgação do site, e com uma promoção legal junto com a Cia AZUL que dará passagens aéreas para vários lugares do país.

Entre lá, cadastre-se, escreva suas experiências e não esqueça de adicionar a gente!!!!

12 de maio de 2010

Um olhar sobre a convocação do Dunga

A convite do ilustre dono deste Blog e meu amigo há quase uma década e meia, Bruno Bravo, escreverei (mais) uma opinião sobre a convocação do escrete canarinho que irá representar nosso país.

Lealdade e Justiça

Dunga parece ser um sujeito sério. Apesar de já tê-lo conhecido certa vez (em 1999, quando estava no Internacional, em fim de carreira e veio enfrentar o Vasco no Rio) não posso dizer convictamente que É sério, mas passa-me bastante a impressão de sê-lo. E essa seriedade foi impressa por ele desde o inicio do seu trabalho à frente da seleção. Desde o inicio, o trabalho foi focado em cima de conseguir montar um grupo para a Copa de 2010.

Muitos fatores levavam a isso: A baixa credibilidade da seleção depois da vexaminosa eliminação em 2006, o fato de o primeiro time que treinaria, ter 4 anos para recuperar todo um prestigio da seleção do melhor futebol do mundo e etc…

E depois de muitos Afonsos, Hulks, Jonatasses (inventando um plural pra Jonatas) e outros perebas da vida, achou um grupo. E com esse grupo ele trouxe o titulo da Copa América de 2007, da Copa das confederações 2009 e fechou as eliminatórias em primeiro lugar. Além de ter dado porradas antológicas em todas as grandes forças do futebol mundial como Argentina, Portugal e Itália.

E Dunga foi leal a esse grupo na convocação. Esse grupo que sabe trabalhar com ele, que entra em campo com o mesmo espírito que o técnico entrava quando jogador e que deu a ele status de treinador, o que nunca tinha sido antes. Mostrou-se justo, leal e sério, e os levou pra Copa. É simples.

Não vou ser leviano em dizer que Elano, Josué, Gilberto Silva e outros são craques. Ou até que são mesmo bons. Mas o povo imagina uma seleção brasileira de sonhos, um dream team americano de 92 futebolistico, que ganharia o hexa dando toques de calcanhar, balãozinho e caneta. Eles não são isso, nem de longe.

Mas, além de fazerem parte deste grupo fechado por Dunga, já mostraram que são eficientes na seleção brasileira. Trouxeram o resultado. Ninguém agora se lembra do cruzamento do Elano, logo após sair do banco de reservas, na cabeça do Lucio para virar em cima do EUA na copa das confederações. Ou do golaço do contestado Julio Baptista contra a Argentina na final da Copa América de 2007. Eles funcionam com Dunga, e Dunga faz funcionar a seleção com eles.

No meu ponto de vista, a convocação é mal vista pois a questão de criticar é inerente ao brasileiro, que é um eterno insatisfeito. É assim no futebol, é assim na política e em qualquer coisa. É, na sua essência, um ególatra chato que nunca está satisfeito com nada, a não ser com si próprio. E no fundo é também um belo de um hipócrita, pois na hora do jogo, vai abandonar seu posto de trabalho mais cedo, pegar uma cerveja e ir pra um Alzirão da vida torcer como louco pra criticada seleção. Toda copa isso acontece e não seria nessa que seria diferente.

Ganso / Neymar

Tive uma conversa de bar com amigos (dentre os quais o dono deste blog se inclui) onde emiti uma opinião sobre a convocação da dupla. Parece que o Dunga me ligou, me ouviu e replicou à massa de (infelizes) jornalistas que o interpelaram sobre isso.

As pessoas têm memória muitíssimo curta. Dizem até que sou um estudioso do futebol, pois me lembro de certos fatos que aconteceram não há muito tempo. Não sou nada, só faço força para recordar.

Neymar e Ganso, só mostraram futebol no campeonato paulista e Copa do Brasil desse ano. E mostraram contra adversários do naipe de Guarani, Naviraiense, Ituano e etc. Esquecem-se que, no ano passado, ambos protagonizaram verdadeiros fiascos nas seleções de base.

Ganso na sub-20 foi como craque, capitão e camisa 10. Era substituído em todos os jogos da boa, mas azarada seleção de Rogério Lourenço. E Neymar era a esperança e craque da sub-17, que foi eliminada pelas “fortíssimas e tradicionais” seleções de México e Suiça.

Fora o Brasileirão de 2009, onde o Santos, com os dois de titulares, conseguiu a “ótima” 12º colocação, com direito a show de pênaltis perdidos por Ganso no maracanã.

A verdade é, ambos tem (muito) futebol, tem (muito) futuro. Mas não mostraram isso tudo ainda. São promessas. Além do que nunca foram pra seleção principal. Nunca participaram do grupo do Dunga supracitado. Pedir os dois na seleção era só por ter algo para criticar. Eram os brasileiros chatos em ação.

Adriano

E pra terminar, não tem como não falar do imperador. E serei curto. Acho que o cara realmente não quis ir, forjou essa má fase, esse desleixo, e preferiu curtir umas férias, ver a copa tomando uma gelada, cercado de mulheres, fazendo festas hedônicas, do que ter que ir pra lá ficar concentrado, se alimentando balanceadamente, tendo que treinar e ficar ouvindo o Dunga gritando. Não sei se de repente faria diferente. Foi uma opção.

Agora se ele queria ir, fico chocado com a estupidez.

Pitaco de torcedor

E como sou brasileiro, chato e ególatra, se era pra deixar o Adriano, que levasse o Love e não o Grafite rsrsrsrs

Abraços

Adriano Moura

11 de maio de 2010

Buenos Aires – Compras

Muita gente tem ido a Buenos Aires achando que vai para o paraíso das compras. Não é bem assim, mas é possível achar boas ofertas por lá.

Vou neste post colocar algumas opções de compras e dicas de lugares legais para fazer as tais comprinhas que todo mundo gosta. Vou listando os lugares e fazendo alguns comentários que julgo pertinente.

Calle Florida

Resumindo em pouquíssimas palavras: Nada demais! Uma rua muito cheia, no micro centro de BsAs, com lojas que não tem nada de especial. Pra não falar que não vale nada nada a pena uma ida lá, vale uma passada na Falabella, uma grande loja de departamentos Chilena que tem uma loja só para decoração nesta rua, além de duas grandes lojas de departamentos (Uma espécie de Renner), nesta loja se encontram boas peças decorativas com preços muito bons se comparado aos nossos preços.

Além da Falabella, o que parece que faz algum sucesso lá são as lojas de artigos em couro, mas como sou carioca e acredito que não devo usar nada de couro nos próximos 50 anos, não me arrisquei a entrar numa dessas. Pra quem gosta de couro fica a dica (sem nenhuma certeza).

Na calle Florida tem também a Galerias Pacífico que é um mini shopping realmente muito bonito, com lojas mais requintadas e um visual que vale umas boas fotos.

Galerias Pacifico - Calle Florida

Av. Cordoba – Outlets ( O paraíso dos Brasileiros)

Este é o lugar onde se encontram as melhores opções em compras de Buenos Aires, pra quem tá procurando produtos em promoção e principalmente a preços convidativos para brasileiros, a Av. Cordoba é imperdível. Mas um cuidado é essencial, você deve se programar antes de ir, pois a área é muito grande e achar as boas lojas sem saber onde estão pode levar muito tempo. Portanto, tente ao máximo localizar as lojas pela internet e já traçar um roteiro com as principais lojas antes de chegar na rua. O cansaço pode vencer a sua vontade facilmente nesta avenida.

Utilize este ótimo site (saberadondeir.com.ar) pra localizar as lojas, e quando chegar por lá, solicite um mapa logo nas primeiras lojas pra facilitar o percurso.

Algumas lojas que são encontradas nesta área: Nike, Puma, Lacoste, Reef, Adidas, Fila, Levi’s, Umbro, Ralph Lauren, Tommy, Yves Saint Laurent, Brooksfield entre outras…

O que posso dizer como dica de viagem é que vale muito a pena deixar uma tarde ou uma manhã para visitar esta avenida e sacrificar o ser cartão de credito um pouco… rs

Plaza Serrano – Cena alternativa

A plazita Serrano como é chamada por lá, fica a algumas quadras da Av. Cordoba em Palermo Soho e abriga a cena mais alternativa de compras em BsAs, com feiras e grandes lojas que abrigam artistas, artesãos e novos estilistas que mostram seu trabalho em araras alugadas nesses espaços. É um ambiente muito gostoso, cercados de barzinhos que convidam a fechar o dia de compras com uma cerveja bem gelada. Programa imperdível também! Você não deve ir a BsAs sem passar na Plaza Serrano, nem que seja só pra tomar um cervejinha e curtir o clima de Palermo Soho. No próximo post vou colocar algumas dicas de bares e restaurantes em Palermo Soho que são imperdíveis.

Shoppings

Patio Bullrich – O shopping mais “caro” de BsAs, onde ficam lojas conceituadas como Cacharel, Versace, Lacroix, Lacoste, Zegna, CK, Diesel, etc. Vale uma visita pra quem quer luxo ou visitar um shopping com um step mais alto;

Shopping Abasto –  Construído no que antes abrigava o maior mercado de buenos aires, com lojas normais e nada muito diferente do que temos aqui no Brasil.

Alto Palermo Shopping – Outro shopping nos padrões internacionais, praça de alimentação, lojinhas que seguem o mesmo padrão, e nada demais.

Buenos Aires Design –  Bem próximo ao Cemitério da Recoleta, este shopping de design abriga uma loja interessantíssima de decoração que vale a visita, a Morph. É quase impossível visitar essa loja sem ter vontade de levar alguma coisa pra sua casa. Preços convidativos também, apesar do shopping ser marcante pelo bom gosto e altos preços. Neste shopping também se encontram restaurantes e pubs bem legais e obviamente caros.

Free Shop

Vale lembrar que as empresas que administram as lojas de Free Shop nos aeroportos do Brasil e da Argentina são diferentes, portanto, pra quem quer fazer compras principalmente de perfumes e bebidas que na minha opinião são as melhores opções nestes estabelecimentos, deve consultar os sites e comparar os preços. Nas bebidas não encontrei muita diferença, mas nos perfumes havia uma ligeira vantagem se comprasse na Argentina.

Confira aqui: Duty free Brasil e Duty Free Shop Argentina

E boas compras!!!!

Se tiver alguma dúvida, é só deixar um comentário com e-mail que eu respondo em seguida.

Se quiser saber sobre como ir e onde ficar em BsAs, clique AQUI.

Se quiser saber sobre cambio de moedas na Argentina, clique AQUI.

14 de abril de 2010

Buenos Aires – Como ir e Onde Ficar

Vou postar aqui, algumas infos e dicas para quem quiser ir a Buenos aires e aproveitar para dar uma pincelada na viagem que fizemos agora em Abril.

Primeiro, sobre a preparação pra viagem:

Passagens Aéreas: Fomos de Pluna , uma companhia aérea uruguaia que segue a linha das companhias low cost (baixo custo) da Europa. Cada passagem de ida e volta custou R$ 550,00 (Rio de Janeiro/Buenos Aires) com uma conexão bem rápida em Montevideo no Uruguai, de aproximadamente 40 minutos, praticamente o tempo de descer e subir em outro avião. Tempo total de viagem 4 h.

Porque escolhemos a Pluna? Além de ter um bom preço, aliás o mais barato quando compramos, a chegada em Buenos Aires é pelo Aeroparque Jorge Newbery, que é dentro da cidade de BsAs, uma espécie de aeroporto com voos domésticos que faz essa “ponte aérea” com Montevideo. Então além do melhor preço, economizaríamos no taxi lá, uma vez que esse aeroporto se localiza a mais ou menos 10 minutos da Recoleta, bairro que ficamos. O táxi do Aeroporto ao Apart saiu por $22 pesos argentinos, mais barato que os $100 pesos (em média) que pagariamos se fossemos pelo Aeroporto Internacional Ezeiza. Resumindo, trocamos uma parada de conexão em montevideo, por um desconto no taxi, e uma visita rápida no Free Shop do Aeroporto do Uruguai, que vale a pena por ser mais barato que o do Brasil.

Onde comprar as passagens? Pela primeira vez utilizamos o Decolar.com, o site é bem esclarecedor e consegue fazer aquela cotação comparativa com todas as companhias aéreas que viajam no trecho desejado, além, é claro, da possibilidade de parcelar a compra no cartão de crédito. Outros sites que realizam este serviço são Submarino Viagens e Americanas Viagens os dois pertencem ao mesmo grupo empresarial, portanto praticam a mesma pesquisa e o mesmo preço praticamente.

Onde ficar em Buenos Aires? Existem diversas modalidades de hospedagem em Buenos Aires, que variam desde Hostels (os albergues) até o aluguel de apartamentos e apart hotéis, passando é óbvio por hotéis de grandes redes que tem os preços mais variados.
Como na primeira viagem que fizemos alugamos um apartamento na Recoleta que funciona como uma espécia de Apart, tem ótima estrutura, é confortável e tem bons preços principalmente quando comparados aos hotéis.



Alugamos apartamentos como estes no Le Batiment na Recoleta por US$ 60 a diária na baixa temporada, pelo site que agencia diversos apartamentos e studios por lá, existem diversas opções e com certeza dá pra encontrar uma legal. O Al Sol Baires é uma dessas agências, numa procura simples pelo Google, vc encontrará várias delas. Indicamos a Al Sol Baires, porque já viajamos duas vezes para apartamentos deles, e foi tudo muito tranquilo.

As opções de Hostels também são muito válidas porque os preços são legais e você pode fazer amizades nos locais. Existem opções boas e muito conhecidas, mas vale a pena pesquisar bem e buscar indicações para fugir das furadas.

Os hotéis deixam um pouco a desejar em Buenos Aires, apesar de serem bons, os preços são muito altos, e isso faz com que o aluguel de aps e os albergues valham muito mais a pena.

Nos próximos posts falarei sobre câmbio, algumas comparações e informações para trocar dinheiro lá, o que fazer e onde comer por BsAs.

13 de abril de 2010

Buenos Aires – Câmbio

Filed under: Buenos Aires, Viagem — Tags:, , , , , , — bru_bravo @ 11:47 pm


A viagem internacional tem essa peculiaridade, é necessário trocar dinheiro e existem muitas opções para isso. Vou listar algumas delas e falar sobre a opção que fizemos nessa viagem, o que julgamos como melhor opção.

Bem, como o câmbio Real x Peso Argentino é “favorável” pra gente e existem muitas formas de realizá-lo, vale a pena analisar cada opção para tentar tirar alguma vantagem disso e fazer a melhor troca possível de acordo com a necessidade e disponibilidade de cada um, analisando sempre o tipo de viagem que irá fazer.

Vou começar explicando o que fizemos e vou listando algumas opções no decorrer do post.

Fizemos uma viagem rápida, foram 4 noites, e resolvemos que iríamos trocar a maior parte do dinheiro lá na Argentina. Mas era preciso estar com algum dinheiro em Pesos Argentinos para os gastos iniciais por lá, como táxi, comida e a primeira noite que passaríamos, além de dólares para pagar o apartamento, sim dólares, a maioria dos contratos imobiliários em Buenos Aires são feitos em dólar devido a forte desvalorização do peso nos últimos anos.

Então essa grana inicial, trocamos aqui no Brasil mesmo. Para tanto, é só procurar uma casa de cambio, dar uma pesquisada em preços e efetuar a troca. É bem simples. Sugiro, pra que tem disponibilidade, ir a lugares onde se concentram essas lojas, no caso do Rio, o centro da cidade e Copacabana. Nos grandes bancos a cotação também é boa, mas não são todas as agências que tem esse serviço, portanto, procure saber disso antes.

Casas de Câmbio na Argentina:
Como precisávamos de pouca coisa, trocamos na agência mais próxima e deixamos o restante para trocar lá. Descobrimos um ótimo site de cotação de câmbio que dá uma idéia de como estão os preços lá, é o Dolar Hoy que dá as cotações praticadas no dia nas principais moedas mundiais em diversas casas de cambio e banco de Buenos Aires. Praticamente todas se concentram na Calle Sarmiento, no micro centro. Achamos a melhor cotação na Cambio América S.A.. Para dar uma idéia da diferença o preço, 1 Peso Argentino nas casas aqui no Brasil estava variando de R$0,55 a R$0,68, e lá encontramos a R$0,46, portanto de 10 a 20 centavos de diferença em cada Peso, o que no total, faz uma boa diferença. Esta Cambio América S.A. fica na Calle Sarmiento 501 (esquina com San Martin), é uma casa grande e o serviço é muito bom e rápido.

Existem casas de câmbio no aeroporto também, mas geralmente (Leia-se SEMPRE) são mais caras que no centro da cidade, como tudo que há no aeroporto é mais caro, evite a troca nestas casas, a não ser em caso de emergência, pois algumas ficam abertas 24 horas.

Muitos sites indicam a troca no Banco La Nacion, uma espécie de Banco do Brasil na Argentina, só que para realizar a troca geralmente formam-se filas enormes, além do inconveninete de haver limite pra troca, e a cotação é pior que nas casas de cambio de lá.

Passsaporte na hora da troca:
Uma informação importante, na hora de fazer a troca na casa de câmbio, a pessoa tem que estar munida de passaparte ou indentidade com Ticket de Entrada na Argentina (Recebido na Aduana ao entrar no país).

Cartão de Crédito:
Outra opção, que para mim é muito comoda, e acredito também ser muito boa, é a utilização do cartão de crédito internacional. Os valores são convertidos em dolar comercial e depois convertidos para Real, apesar do dolar comercial ser vantajoso em relação ao dolar turismo, nesta transação com cartão de crédito há incidência de taxa, o que torna o valor mt parecido com a transação de cambio de moedas que foi descrita acima. Portanto, pra quem tem cartão internacional, e não quer ficar andando com muito dinheiro por lá, dá pra usar tranquilamente, pois é aceito em todos os lugares. Desta forma, anda-se com dinheiro apenas para gastos com taxis e coisas menores.

Sacar dinheiro em moeda local no caixa eletrônico:
Existe a modalidade sacar dinheiro na moeda local, com o seu cartão de crédito. É cobrada uma taxa que gira em torno de US$2,50 por saque e dependendo do cartão um percentual do valor (algo em torno de 1%), só que isso depende de cada banco, cada cartão, então é bom verificar com sua operadora de cartão, pois numa emergência é bom saber o procedimento. A rede utilizada lá, é a Red Link, está em quase todos os lugares, como mercados, bancos, shoppings, etc.

Pra quem tem conta no Banco Itaú, mais uma facilidade: O Itaú esta fortemente presente na Argentina, com agências em todos os cantos. Neste link você pode procurar a agência mais perto de onde você vai ficar.

25 de março de 2010

Discussão dos Royalties

Filed under: Política — Tags:, — bru_bravo @ 10:59 pm

É difícil começar uma discussão e principalmente uma proposta como começou toda essa coisa em cima dos royalties e/ou a nova divisão dos royalties no Brasil.

Primeiramente, vamos definir bem o que é o tal do Royalty que estamos falando tanto hoje em dia, e algumas pessoas ainda não sabem bem o significado da palavra.

A origem do termo, que quer dizer: o que é real ou do rei, vem da aplicação de um “imposto” ou uma “taxa” sobre tudo que era extraído nas terras do reino, seja extração mineral,  agricultura ou qualquer atividade exercida em terras de propriedade do Rei.

O royalty também é pago quando tratamos de tecnologias, ou qualquer tipo de propriedade intelectual.  Portanto, o criador, desenvolvedor desta tecnologia ou até mesmo o proprietário deste “bem”, tem o direito de cobrar royalties sobre o uso, comercialização ou reprodução do mesmo. E isso se faz de forma pré-determinada e acordada entre as partes.

Pois bem, no caso do petróleo e do gás é um pouco diferente, porque pela lei brasileira, toda riqueza que é extraída do subsolo, seja terrestre ou marítimo, é propriedade da federação, e é aí que começa o problema.

Se for considerada propriedade da federação, é justo um estado receber mais que o outro? Sim, é justo, e arriscaria dizer que é óbvio. E pra isso existe a Participação Especial, que é uma taxação em parte do lucro realizado pela empresa produtora pago diretamente aos estados e municípios afetados pela exploração daquela riqueza.

Vou tentar falar sobre a divisão sem citar os percentuais, pois acho que fica mais fácil de entender do que quando são colocados os vários números que giram em torno disso. Hoje, o royalty é pago para a união, os estados produtores e municípios produtores e afetados com a produção. Os estados que não produzem não recebem nada? Recebem, e essa verba deve ser repassada pelo governo federal com a sua parte no negócio, e é claro que se dividido ainda pra todos os estados, fica irrisório.

Isso não gerava incomodo até a descoberta do pré sal, que mostra um volume extraordinário de petróleo e uma mudança de regime declarada pelo governo federal em uma tentativa desesperada de manter essa riqueza para os brasileiros já no ano passado, o tal regime de partilha que veio com o marco regulatório do petróleo, que poderemos tratar em outro post.

Bem, junto com tudo isso veio a Emenda Ibsen, que determina a divisão quase que igualitária entre todos os estados e municípios da federação, fazendo principalmente que os estados produtores tivessem uma perda avassaladora em sua arrecadação, pois se tornaram hoje, principalmente os municípios, inteiramente dependente do dinheiro do royalty (o que acontece muito no Oriente Médio). Essa diferença de arrecadação, tanto para os estados e municípios que tem muito e vão perder quanto para os que não têm nada e vão ganhar, gera um tumulto político que mais uma vez na história do Brasil veio em ano errado, o ano da eleição.

E o que tem de mais incrível nesta emenda, é que ele não só altera a divisão dos royalties relativos aos poços que serão explorados a partir de agora, mas os que já produzem hoje. Isso me lembra aqueles processos trabalhistas, onde o advogado do reclamante entra com pedidos absurdos, alegando escravidão, trabalho ininterrupto sem folga, e outras coisas mais, para no final o juiz bater o martelo e dar um pouquinho que seja a favor do reclamante e saírem todos satisfeitos do tribunal.

Espero que seja feito daqui pra frente, uma negociação que não detonará de uma vez com a arrecadação dos produtores, mas que também não deixará de fora dessa partilha os estados e municípios da federação.  E o mais importante que é a discussão sobre a finalidade do investimento e aplicação desse dinheiro, que até agora não ouvi ninguém falar. Pois de nada adianta saber que o dinheiro está entrando, se ninguém saberá depois pra onde ele está indo, que é o retrato de muitos municípios da região produtora do Estado do Rio de Janeiro.

24 de março de 2010

Apresentação

Filed under: Uncategorized — bru_bravo @ 7:50 am

Esse blog tem por objetivo a expressão de minhas opiniões e idéias sobre assuntos variados, como viagens, política, esporte, cultura, dicas de programas, enfim, tudo que eu julgar interessante tentarei colocar aqui.

Nesse primeiro momento, vou tentar contar com alguns colaboradores, é claro, se eles quiserem participar também deste projeto embrionário…rs. E se rolar uma aceitação, eu vou colocando aqui os posts deles também.

Mas a idéia principal é essa… um blog de idéias e opiniões sobre qualquer coisa.

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